SBTi aprova metas de redução de emissões da CBA
Três Metas SBTi da CBA foram aprovadas, com apoio da WayCarbon, englobando compromissos focados na redução de emissões até 2030.
Maria Luiza Gonçalves
Após a validação da meta da Renner pela Science Based Targets (SBTi), em abril, mais uma empresa nacional atingiu esse marco. A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) anunciou que teve suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) aprovadas pela iniciativa. Atuando desde 1955 no mercado, a CBA produz alumínio de alta qualidade e desenvolve soluções e serviços para os mercados de embalagens e de transportes.
Para o estabelecimento da meta, a CBA contou com a consultoria da WayCarbon. No trabalho, foram realizados: a análise dos inventários de emissões diretas (escopos 1 e 2), o screening e cálculo do escopo 3, análise de oportunidades de descarbonização, avaliação de cenários e o apoio na elaboração do documento de submissão.
Julia Rymer, Gerente de Mitigação da WayCarbon, destaca a importância de uma empresa ter sua meta aprovada pela iniciativa. “A CBA demonstra que a sua ambição é suficientemente robusta para contribuir nos esforços globais em limitar o aumento da temperatura a 1,5°C, em linha com o Acordo de Paris. A liderança climática começa agora para alcançarmos emissões líquidas zero antes de 2050 e mantermos um planeta habitável para a humanidade”, diz.
Vitor Magno, Analista de Sustentabilidade na área de Mitigação, reforça que a empresa já é madura no tema das mudanças climáticas, por isso, está dando o próximo passo na construção de sua estratégia de sustentabilidade. “Compreender a importância de tomar posicionamentos significativos e ambiciosos, mesmo que desafiadores, é que o faz com que a empresa se destaque frente às demais do setor de alumínio primário, sendo a primeira a assumir este importante compromisso”, explica.
Quais foram as metas aprovadas?
A CBA teve três metas aprovadas pela SBTi, englobando compromissos focados na redução de emissões até 2030. A primeira delas estima diminuir em 40% os indicadores de carbono, abrangendo as etapas de produção de alumina e salas fornos.
A segunda busca a redução absoluta de 35% das emissões, envolvendo mineração, fundição e produtos transformados. Ambas são referentes aos Escopos 1 e 2 e tem como ano-base 2018. Para atingir esses objetivos, a empresa prevê a implementação de uma caldeira à biomassa em sua refinaria de alumina, a modernização da tecnologia das salas fornos e o aumento de reciclagem.
Como terceira meta, o compromisso envolve a redução de 13,5% das emissões indiretas (escopo 3) relacionadas à aquisição de bens e serviços, energia, transporte e distribuição de produtos comprados e vendidos. Essa tem como ano base 2019. Para sua condução, um dos destaques é o programa de Suprimentos Sustentável, uma vez que será necessário influenciar toda a cadeia de valor do alumínio a atuar de maneira responsável.
O que significa adotar metas SBTi?
De acordo com o portal do Pacto Global, a iniciativa Science Based Targets (SBTi) atua para que as empresas adotem metas de redução de GEE baseadas na ciência. Isso significa que os compromissos precisam estar de acordo com a mais atual ciência climática global, para que os objetivos do Acordo de Paris sejam alcançados, ou seja, limitar o aquecimento global abaixo dos 2°C com base nos níveis pré-industriais, juntando esforços que o aumento não passe de 1.5°C.
A iniciativa foi criada por quatro organizações: *Carbon Disclosure Program (*CDP), Pacto Global das Nações Unidas, *World Resources Institute (*WRI) e World Wide Fund for Nature (WWF). Trata-se de uma ação coletiva e global para: elaborar métodos e ferramentas; engajar empresas e apoiá-las no processo de elaboração de metas; validar as metas; e comunicar dados e informações relativos à iniciativa.
Este artigo foi publicado originalmente no blog da WayCarbon. Ver o original
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